Desde a primeira edição do Rio Open, em 2014, o maior torneio de tênis da América do Sul tem o conceito de apoiar iniciativas sociais e acreditar no poder transformador através do esporte. Atualmente, cinco projetos sociais no Estado do Rio de Janeiro que usam o tênis como ferramenta de desenvolvimento humano e inclusão social (Tênis Solidário, Tênis na Lagoa, Instituto Futuro Bom, Arremessar Para o Futuro e Escolinha de Tênis Fabiano de Paula) são apoiados pelo evento. Além de todas ações realizadas na semana do evento, o Rio Open desenvolveu seu próprio projeto social, o NERO, e um torneio entre jovens de projetos sociais com um premiação especial.

“Ao longo dos últimos anos, novas iniciativas foram sendo criadas para que a experiência desses jovens fosse ampliada e eles pudessem ter a real dimensão de como o esporte pode mudar suas vidas, não só pelo esporte em si, mas por todo aprendizado sociocultural. Conseguimos integrá-los a grandes experiências como o Torneio Winners, treinamento na IMG Academy, participação na Copa Guga Kuerten, além de oportunidade de ser um Ball Kid no ATP Finals, em Londres ”, afirma Marcia Casz, diretora geral do Rio Open.

O NERO, Núcleo Esportivo Rio Open, tem como missão a iniciação esportiva, a inclusão social por meio do esporte e o desenvolvimento de habilidades físicas, motoras e mentais, além da ativação de um legado olímpico. Nas quadras do Parque Olímpico, crianças entre 6 e 11 anos da escola pública Burle Marx, na zona oeste do Rio, têm aulas gratuitas de tênis com profissionais capacitados, e são submetidas a exames médicos. Elas também recebem alimentação e todo o material necessário para os treinos.

TORNEIO WINNERS

O Torneio Winners, que começou a ser realizado em 2017 e esse ano chegou a 80 inscritos, oferece a oportunidade para que jovens dos cinco projetos sociais apoiados pelo Rio Open, compitam nas quadras de saibro do complexo do Jockey Club Brasileiro, onde atletas de ponta também disputam o ATP 500.  Uma forma de incentivar ainda mais a dedicação ao esporte e com uma premiação única: uma semana de treinamento na IMG ACADEMY (EUA) para um aluno de cada projeto. Além de ingressos para assistir às partidas, anuidades e inscrições em torneios da CBT, e o direito de indicar três alunos para a Semana Guga Kuerten.

Um dos campeões foi Valter Albuquerque, morador da Rocinha, de 11 anos, que voltou este ano com força total. “Ano passado eu perdi a final, mas todo mundo tem a sua hora e a minha chegou. Estou muito feliz”.

Entre as meninas, destaque para Tamara Mariano, de 16 anos, moradora da Cruzada São Sebastião. A aluna do Projeto Tênis na Lagoa, deu a volta por cima depois de ser derrotada na semifinal no ano passado. “Vencer o Winners é um grande passo para seguir minha vida no tênis”, disse Tamara.

IMG ACADEMY

A IMG Academy é a primeira academia a aliar treinamento de alto rendimento com estrutura acadêmica e se transformou em um complexo multi esportivo de referência mundial.

Participantes do Torneio Winners tiveram a oportunidade de passar uma semana lá, fazendo parte do programa Youth Sport Camps, com treinadores focados nas habilidades, técnicas e táticas de cada jogador, dando feedbacks eficazes e estruturados. Uma experiência única para nossos Winners.

“Gostei muito da IMG Academy, o lugar é lindo! Fizemos o programa Camps, de apenas uma semana que, por isso, é muito mais intenso. E meu encontro com o Nick Bollettieri foi espetacular, eu adorei. Ele ficou impressionado com a minha batida e pediu para que todos me aplaudissem. Isso me incentivou demais porque me fez sentir que eu estava no caminho certo. Voltei de lá com mais foco, muito mais técnica e mais visão de jogo. Participei de alguns torneios depois e consegui ótimos resultados. Aí percebi a diferença que fez a semana que passei na IMG Academy”, afirma Vitinho (Antonio Vitor Gomes de Oliveira Monteiro) – Projeto Tênis na Lagoa.

PARTICIPAÇÃO NA COPA GUGA KUERTEN

O Rio Open levou 14 jovens para a Copa Guga Kuerten 2018, um dos torneios mais importantes da América Latina, que reúne a elite do circuito juvenil. Os jovens foram escolhidos de acordo com seus méritos esportivos e sua dedicação nos projetos sociais que fazem parte. Todos ficaram uma semana em Florianópolis imersos no mundo do tênis e ganharam ainda mais experiência.

“A experiência foi demais. A gente aprendeu, tanto com as pessoas que conhecemos, como com o ‘mestre’ Guga, que deu palestra e conversou com a gente”, afirma Gabriel Paiva – Escolinha de Tênis Fabiano de Paula.

“Foi uma oportunidade muito grande e eu aproveitei bem. Eu costumo observar muito em todos os torneios que vou e aprender com os outros jogadores, e na Copa Guga o nível era alto, foi bom demais”, completou Helio Sampaio – Tênis na Lagoa.

BALL KIDS NO ATP FINALS

Em 2018, a Fedex e o Rio Open levaram dois jovens para serem boleiros no ATP Finals de Londres, o torneio que reúne os melhores tenistas do mundo para encerrar a temporada.

Guilherme Rodrigues Fernandes, 14 anos, do projeto Futuro Bom e Vitória Almeida, também de 14 anos, do projeto Tênis na Lagoa, se juntaram a uma seleta equipe de 26 boleiros, que tiveram a chance de pegar bolas em jogos de lendas do tênis, como Roger Federer, Alexander Zverev e Novak Djokovic e ainda fazer um tour pela Arena 02 com Bruno Soares.

“Foi muito bom ver os jogadores todos de perto, são os oito melhores do ranking, alto nível. O momento mais marcante para mim foi ver o Federer jogar ao vivo pela primeira vez. Impressionante”, disse Vitória Almeida – Projeto Tênis na Lagoa.

“Achei incrível, todo mundo acolheu a gente bem, e estávamos lá com os melhores do mundo, cara a cara com eles. E a despedida do grupo de boleiros, no último dia, ficará para sempre na minha memória. Emocionante”, completa Guilherme Rodrigues Fernandes – Projeto Futuro Bom.

INCLUSÃO

Mais de 600 alunos de escolas da rede pública estadual das cidades de Japeri, Duque de Caxias, São João de Meriti, Cordeiro e de vários bairros do Rio de Janeiro como Campo Grande e Copacabana e de comunidades como Rocinha e Complexo do Alemão tiveram a oportunidade de conhecer o Rio Open em 2018. A ação foi resultado de uma parceria do evento com a Secretaria Estadual de Educação que incluiu 150 ingressos por dia, de segunda a quinta, além de transporte para as crianças. Além dos estudantes, 70 crianças do projeto de tênis do Parque Leopoldina, em Bangu, também ganharam convites para ver os ídolos do esporte de perto.

Pessoas portadoras de deficiência também foram convidadas a conhecer o torneio e algumas tiveram contato com o esporte pela primeira vez, através de uma clínica especial. Foram 19 alunos, sendo nove cadeirantes, seis pessoas com Síndrome de Down e outros quatro com diferentes deficiências intelectuais leves, de duas instituições: Escola de Tênis Cadeiras na Quadra e do Núcleo Avançado de Esportes, Cultura e Lazer (NAVES), ambas de Niterói.

O Rio Open também tem um programa de jovens aprendizes em que 16 participantes maiores de idade dos projetos sociais apoiados pelo Rio Open trabalham na equipe de produção no torneio, em oito áreas operacionais do evento. Em 2018, também doamos 32 raquetes, 1000 bolas usadas e 1008 bolas novas para cada escola.

“O apoio que o Rio Open nos dá é completo. Temos um torneio para nossos alunos, recebemos material para treinos, ingressos e oportunidades inestimáveis como a semana de treinamento na IMG Academy e a participação na Copa Guga Kuerten. Toda essa ajuda nos dá forças para continuar lutando pelo esporte no país”, disse Fabiano de Paula, tenista profissional e dono da Escolinha de Tênis Fabiano de Paula, na Rocinha.

“O Rio Open sempre teve um forte engajamento social e temos orgulho em poder proporcionar atividades esportivas para crianças durante o ano inteiro.  Esse ano começamos a trabalhar a inclusão, abrindo as portas para jovens de vários projetos e escolas do Rio de Janeiro e criando clínicas para portadores de deficiência. O que manteremos em 2019. Queremos ampliar nosso alcance social e contribuir, de forma efetiva, para o desenvolvimento do esporte no Brasil, transformando o futuro de muitos jovens em situação de vulnerabilidade social”, finaliza Luiz Carvalho, Diretor do Rio Open.

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